“Região está completamente colapsada”, afirma prefeito de Caieiras


Foto: Reprodução / Facebook / PMC

Cidade registrou cinco óbitos por COVID num mesmo dia. Em Franco, quatro morreram por falta de UTI e, em Morato, 11 aguardam vagas de terapia intensiva.

Diante do colapso já em curso na rede de saúde, prefeitos da região vieram a público, via redes sociais, alertar a população sobre a situação dos hospitais e apelar para que todos respeitem as determinações de restrição de circulação.

Em Caieiras, onde foram registrados cinco óbitos por COVID apenas na segunda-feira (8), conforme informações divulgadas pela mídia local, o prefeito Gilmar Lagoinha afirmou que

A região está completamente colapsada. Não temos leitos de UTI e, se não reduzirmos a transmissão, em breve não teremos nem leitos de enfermaria. O momento é sério!

Lagoinha anunciou que está aumentando o número de leitos no hospital de campanha dos atuais 12 para 20 e também busca mais vagas em hospitais da rede privada.

Vale lembrar que, no início de sua gestão, Lagoinha havia voltado a UBS de Laranjeiras para o antigo local, na Alameda das Mangueiras, que é onde funciona o hospital de campanha. Dessa forma, os dois centros médicos passaram a dividir o mesmo espaço, separados apenas por uma divisória. Ontem (13), a Prefeitura de Caieiras publicou em suas redes sociais sobre o retorno dos atendimentos da UBS de Laranjeiras para o prédio da Subprefeitura a partir de amanhã, segunda-feira (15).

De acordo com o informativo, o motivo da retomada dos atendimentos da UBS na Subprefeitura é o fim da reforma que beneficiou o prédio. No entanto, a medida não agradou parte da população, que questiona o motivo do vai e volta. “A intenção era fazer a troca e não deu certo. Tanto que colocaram uma placa na frente da subprefeitura escrita: Pronto Atendimento de Covid”, escreveu uma internauta.

A Redação do Expresso Urbano entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Caieiras em busca de esclarecimentos e ainda aguarda resposta.

Lagoinha também mencionou a conquista de mais 20 leitos, via consórcio CIMBAJU, no Hospital Estadual Albano, em Franco da Rocha, no entanto, não deixou claro se esse número é apenas para caieirenses ou dividido entre as cinco cidades do CIMBAJU, o que resultaria, a grosso modo, em mais quatro vagas de UTI para cada município.

Operação tolerância zero

O prefeito de Caieiras afirmou durante seu pronunciamento que seu “coração se entristece ao ver o nosso comércio fechado, mas temos que cumprir o decreto estadual”, e anunciou a criação da “Operação Tolerância Zero”, para reforçar a fiscalização contra as aglomerações. Porém, não informou se há algum número para denúncias.

Lagoinha pediu o apoio da população para que não façam aglomerações. “Enquanto não temos a vacina, a nossa única ferramenta é o distanciamento social e o uso de máscaras e álcool gel”, destacou.

A Redação do Expresso Urbano enviou e-mail para a assessoria de imprensa da Prefeitura solicitando mais informações sobre a “Operação Tolerância Zero” e aguarda, até o momento, retorno. Caso obtenhamos resposta, esta reportagem será atualizada posteriormente.

Francisco Morato

A prefeita de Francisco Morato, Renata Sene, foi mais uma a fazer um forte apelo à população sobre a situação crítica em toda a região. Com dados, Renata deixou bem claro o grave quadro nos hospitais da cidade. O Hospital Estadual Lacaz, por exemplo, está com 100% dos leitos de UTI ocupados.

Segundo ela, no momento, 11 moratenses aguardam leitos de UTI: nove estão na Santa Casa (cinco com COVID-19, com idades entre 48 e 74 anos, e 4 com outras doenças) e dois positivados com o Novo Coronavírus na UPA.

Renata fez um comparativo entre o pico da primeira onda no município, registrada entre os meses de julho e agosto de 2020 com fevereiro e março deste ano.

Em julho do ano passado, eram, em média, 17 novos casos por dia e, em agosto, 14. No mês passado, foram contabilizados 970 casos novos, uma média de 34 por dia. E, em apenas 12 dias de março, já são 535 casos positivos, o que significa que 44 novos casos são registrados a cada dia.

Em relação às internações por complicações da doença, o quadro assusta ainda mais: nos mesmos 12 dias do mês corrente, foram 41 internações, mais do que o dobro do pico registrado na primeira onda, em agosto do ano passado, quando foram necessárias 19 internações.

Franco da Rocha

O prefeito de Franco da Rocha, Dr. Nivaldo, num curto vídeo divulgado em suas redes sociais, relembrou os quatro óbitos por falta de UTI no município ocorridos nessa semana e reforçou que mesmo com a ampliação dos leitos destinados à COVID na UPA da cidade, a taxa de ocupação alcançou o limite, segundo boletim divulgado hoje (14) pela Prefeitura de Franco da Rocha.

Mairiporã também no limite

De acordo com o último boletim divulgado pela Prefeitura de Mairiporã, na quinta-feira (11), a taxa de ocupação de leitos de UTI havia batido 100%, o que reforça a grave crise de saúde na região.

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