Polêmicas e dança das cadeiras na Saúde de Franco da Rocha


Foto: Reprodução

Em anúncio pelas redes sociais o prefeito de Franco da Rocha, Dr. Nivaldo (PTB), anunciou a troca na chefia da Secretaria de Saúde da cidade.

Ana Emília Gaspar, que há quase um ano conduzia a Secretaria, agora passa a ser secretária de saúde de Mairiporã. Em seu lugar, a vice-prefeita, Lorena Oliveira (PT), que foi secretária de saúde durante os dois governos do então prefeito Kiko Celeguim (PT) reassume o cargo.

A prefeitura de Franco da Rocha não informou os motivos da troca e a prefeitura de Mairiporã também não noticiou o ocorrido.

Uma gestão polêmica

A secretária Ana Emília assumiu a saúde de Franco em plena pandemia. Ela já exercia o cargo de secretária adjunta, quando a então secretária Lorena se afastou do cargo para concorrer à eleição na chapa do Dr. Nivaldo, e sua posse não foi surpresa.

O fato de ser ré em alguns processos de improbidade administrativa não foi impedimento para que o prefeito Kiko a considerasse apta para o cargo. Para que se tenha uma ideia, Ana Emília já respondeu a processos em cidades como Campos de Jordão, Pindamonhangaba e Ubatuba.

Com a vitória de Dr. Nivaldo e Lorena, ela permaneceu no cargo, mas sofreu grande pressão por conta da cidade ter se tornado um dos epicentros da pandemia, quando passou a exibir números assustadores de pacientes que morriam nas filas de espera de UTI, sem atendimento adequado.

Outra questão polêmica foi o hospital de campanha, erguido nas dependências do Parque Municipal Benedito Bueno de Moraes, com um alto custo, quase 950 mil reais, e desmontado ainda em 2020, com a justificativa de que a estrutura existente já era suficiente para suportar a demanda de pacientes. No entanto, com o agravamento da pandemia no início do ano, a saúde da cidade colapsou e a prefeitura teve que improvisar – e pagar – nova tenda, agora no estacionamento da UPA 24 horas.

Na verdade, desde o início a população questionou a necessidade de se montar a estrutura, quando vários prédios públicos estariam fechados por conta da pandemia e poderiam ser ocupados como hospital de campanha. A justificativa, na época, foi que o hospital de campanha teria que ser, obrigatoriamente, localizado perto do Hospital Albano. No entanto, tanto em Caieiras, quanto em Mairiporã ou Francisco Morato, os hospitais de campanha não ficavam próximos aos hospitais de referência e funcionam, até hoje, em espaços públicos pré-existentes.

Além de todas essas polêmicas, no último final de semana, quando a cidade ainda tinha quase 80% dos leitos de UTI ocupados, a ex-secretária Ana Emília estava relaxando em bares da região e postando nas redes sociais, fato que indignou muitas pessoas, tendo em vista que, como uma das maiores autoridades da área da saúde, deveria dar o exemplo de não aglomerar.

A nova secretária e atual vice-prefeita, Lorena Oliveira, apesar de uma gestão elogiada à frente da Secretaria de Saúde também não está livre de polêmicas envolvendo sua gestão.

Em 28 de abril de 2020, ela assinou, junto com o ex-prefeito Kiko Celeguim, um Termo de Contrato Emergencial 009/2020, de 6 milhões e 300 mil reais considerado irregular pelo Tribunal de Contas, por suspeita de superfaturamento no valor de leitos contratados junto à Plena Saúde e utilizados para receber pacientes de Covid 19, uma vez que foram considerados valores muito acima dos apresentados no mercado.

De acordo com o ex-prefeito Kiko Celeguim, os apontamentos à contratação são irrelevantes e já está recorrendo. “A execução do contrato, que é a mais importante, já está com apontamento pela regularidade, que deve ser confirmada muito em breve”, alegou.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Franco da Rocha, por meio de nota, informou que o motivo da troca na Secretaria da Saúde foi apenas o convite feito pela Prefeitura de Mairiporã à Ana Emília.

Sobre o desmonte do hospital de campanha, justificou motivos econômicos, pois não seria viável financeiramente manter a estrutura em funcionamento naquele momento, quando houve baixa nos casos. Disse também que, quando o hospital de campanha foi desmontado, a UPA foi ampliada para atender a demanda. Informou, ainda, que na época em que foi montado não existiam quaisquer estruturas físicas disponíveis para abrigar os pacientes.

A respeito da contratação de leitos em hospital privado no ano passado, disse que os apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas ainda são objeto de recurso e serão esclarecidos.

1 Comentário

  1. Moacir Faillace
    29 de abril de 2021
    Responder

    Onde tem fumaça tem fogo! Onde tem PT tem roubo!

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