Seleção Brasileira de Basquete Masculino se prepara na Polônia para disputa do Pré-Olímpico


Foto: reprodução

Enquanto nossas jogadoras dão show nas quadras de Porto Rico, pela AmericaCup, a seleção masculina se prepara para a disputa do Pré-Olímpico de Basquete, realizado em Julho, na cidade de Split, na Croácia. Se, infelizmente, não teremos nossas craques defendendo as cores do Brasil, em Tóquio – pela primeira vez na história, a seleção feminina não se classificou aos Jogos Olímpicos – ainda podemos sonhar com uma vaga para sermos representados pelos nossos atletas masculinos.

A tarefa dos 12 comandados por Aleksandar Petrovic não é simples, porém, possível. O Brasil caiu no grupo A, seguido pela forte dona da casa, Croácia, e a imprevisível seleção da Tunísia – guiada pelo experiente ex-jogador da NBA, Salah Mejri, pivô de 2,18. Já o grupo B, ficou composto por Rússia, Alemanha e México.

Partindo por um pressuposto histórico e de peso de camisa, Brasil, Rússia, Alemanha e Croácia são os times mais fortes do campeonato. Entretanto, tratando-se de uma competição de tiro-curto, tudo pode acontecer. Atualmente, não existem seleções “ingênuas” ou despreparadas, somente diferentes realidades de trabalho e incentivo.

O Pré-Olímpico funciona da seguinte maneira: os três times se enfrentam entre si, passando à semifinal os dois primeiros colocados de cada grupo. O 1º do grupo A enfrenta o 2º do grupo B, e, portanto, o 1º do grupo B encara o 2º do grupo A. O Campeão do Pré-Olímpico garante uma vaga direta para as Olímpiadas de Tóquio, também em julho deste ano.

Antes do início dos jogos, o Brasil já tem compromisso marcado para os dias 22 e 23 de junho, em amistosos frente a Polônia. Já no primeiro dia do Pré-Olímpico, 29, nossos atletas estreiam diante da Tunísia; confrontando a Croácia e encerrando a fase de grupos, logo no dia seguinte, 30. A final acontece no dia 4 de julho.

O técnico Petrovic acredita que, para o Brasil avançar e conquistar a tão sonhada vaga para Tóquio, o fator fundamental é uma defesa agressiva e consistente, durante os 40 min jogados, sem criar brechas. Assim como ele, eu também sou adepto da famosa frase “Um bom ataque vence partidas, mas uma boa defesa ganha campeonatos”.

Mesmo com uma média de idade beirando os 30 anos, e o principal jogador de defesa, Alex Garcia, com 41 anos, muito bem, mas levemente distante de seu auge e vigor físico, o Brasil vai apostar em um jogo focado na resistência e experiência defensiva.

Embora possua uma média consideravelmente alta, poderemos apostar em jovens talentos como Georginho de Paula, Yago Matheus, Caio Pacheco e Bruno Caboclo. Além da longa vivência de jogos internacionais de Anderson Varejão, Marquinhos, Marcelinho Huertas e Alex “o brabo”. Essa mistura de experiência e jovialidade pode ser uma receita mágica para alcançar novos ares.

Neste momento preparatório, o técnico da seleção conta com 17 nomes, sendo que 5 deles deverão ser cortados até o começo da disputa, e essa missão não será nada fácil. São eles:

Armadores – Georginho (São Paulo), Marcelo Huertas (Tenerife-ESP), Yago (Flamengo), Raulzinho (Washington Wizards-EUA) e Rafa Luz (BC Nevzis-Optibet-LIT);

Ala-armadores – Caio Pacheco (Bahía Basket-ARG) e Vitor Benite (Burgos-ESP);

Alas – Alex Garcia (Bauru), Léo Meindl (Fuenlabrada-ESP) e Marquinhos (Flamengo);

Alas-pivôs – Bruno Caboclo (Limoges-FRA), Lucas Dias (SESI Franca) e Léo Demétrio (Flamengo);

Pivôs – Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers-EUA), Cristiano Felício (Chicago Bulls-EUA), Lucas Mariano (São Paulo) e Rafael Hettsheimeir (Flamengo).

E, aí, me diz… Quais são os cinco atletas que o técnico Aleksandar Petrovic deve cortar da lista final? E qual deve ser a escalação titular da seleção durante o Pré-Olímpico?

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