Finalista desta edição da Champions é o dinheiro


Foto: Reprodução/UCL

Nesta temporada, chegaram à final da Liga dos Campeões dois ingleses: o Manchester City, que disputará a final da competição pela primeira vez na história, e o Chelsea que, mesmo desacreditado, busca o bicampeonato em sua terceira final.

Muitos analisam como a grande consagração da Premier League e do futebol inglês, argumento que não me convence, pois se realmente fosse válido, na temporada passada, com a final entre PSG e Bayern, a Premier League teria sido um fracasso e isso não é verdade.

O que está realmente claro para mim é que cada vez menos a camisa e tradição estão ditando as regras no futebol e não falo das grandes zebras que deixam o futebol com um tempero especial que só esse esporte tem.

Eu me refiro à grana.

Nos anos 90, sem internet e com pouquíssimas TV’s por assinatura, basicamente nenhum brasileiro conhecia times como Chelsea e Manchester City.

PSG se tinha notícia graças ao Raí

Com a profissionalização da gestão do futebol, o que não acho necessariamente ruim, o dinheiro parece cada vez mais superar o talento e a tradição. Clubes são comprados por uma pessoa ou um grupo de pessoas com contas bancárias surreais que criam estruturas fabulosas e compram qualquer estrela que disser sim, porque o valor pouco importa.

O Chelsea, talvez um dos primeiros clubes a obter notoriedade neste modelo, desde meados dos anos 2000, chega e já conquistou sua primeira orelhuda em 2012, o PSG bateu na trave ano passado e esse ano caiu na semi para o City.

O City, que também precisou de um bilionário por trás para poder reconquistar prestígio, voltou a vencer o Inglesão e chega esse ano na primeira final de Champions de sua história como favorito.

Sem nenhum grande driblador, sem nenhum grande goleador, sem jogadas individuais de craques o time impôs seu jogo coletivo com maestria sob o comando do excelente Guardiola, nadou de braçada na Premier League e está a um passo de conquistar sua primeira Champions.

Nem grandes craques, nem camisa e nem torcida em tempos de pandemia. O grande finalista dessa edição da Liga dos Campeões é o dinheiro, com uma pitada de futebol coletivo, tático e físico.

E esse panorama é tendência no mundo todo.

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