Didi Louzada chega à NBA


Foto: Getty

Após duas temporadas de espera na Liga Australiana de Basquete – NBL, o jovem atleta brasileiro, Marcos Henrique Louzada Silva, o “Didi”, fará sua tão sonhada estreia na liga mais famosa e competitiva de basquete do mundo, a NBA. Saindo de solo australiano e pousando na terra do Tio Sam, o ala-armador está finalizando um contrato definitivo com o New Orleans Pelicans, após curta passagem do antes astro, agora semiaposentado, Isiah Thomas, que havia conquistado um breve contrato de 10 dias, não sendo renovado pela franquia do estado da Louisiana, por seu baixo rendimento nos jogos disputados.

Cria do SESI Franca Basquete, Didi foi draftado na 35ª escolha do primeiro round de 2019, pela equipe do Atlanta Hawks, e trocado na mesma noite aos Pelicans. Seus primeiros passos na liga norte-americana ocorreram ainda em 2019, de forma não oficial, pela NBA Summer League – a famosa liga preparatória de verão. No tempo em que ficou por empréstimo ao Sidney Kings da Austrália, Didi Louzada conquistou médias de 8,7 pontos, 3,2 rebotes e 1,8 assistências, atuando em aproximadamente 20 min por jogo. Outro atrativo fundamental para a contratação do jovem talento foi seu considerável ganho de 16kg de massa muscular.

O jogador chega para reforçar um jovem elenco, com uma média de idade em torno dos 25 anos, e com uma campanha de 25 vitórias e 32 derrotas, o que o coloca na 11ª colocação da Conferência Oeste, próximo à área de classificação ao play-in. Com um estilo de jogo historicamente marcado por enfatizar o sistema defensivo, o experiente técnico Stan Van Gundy poderá contar com um forte jogador de defesa, com características atléticas e um bom arremesso da linha dos três pontos – O famoso “three and d player” (jogador especialista em três pontos e defesa).

As duas únicas vezes em que o time de New Orleans chegou próximo do título foi nas temporadas de 2008 e 2018, parando nas semifinais de conferência. A campanha de 2008 contou com uma particularidade, a presença de um outro brasileiro, o ala Marquinhos. Diferente do que é esperado de Didi, Marquinhos à época teve um rendimento pífio, com médias de 1,9 pontos e 0,7 rebotes, ao disputar apenas 26 partidas. Além de Marquinhos, o ala Alex Garcia também teve curta passagem de 10 jogos pela equipe, três anos antes, em 2005, ainda em seu período de Hornets, com 4,7 pontos, 1,5 rebotes e 1,8 assistências; um pouco melhor do que seu compatriota, porém, ainda com números inexpressivos.

Apesar de um longo histórico de brasileiros na NBA, tendo início com o draft de Marquinhos Abdalla nos anos 70 e o de Oscar Schmidt na década seguinte – ambos que não entraram em quadra –, e com as passagens de Rolando Ferreira, Pipoka, Nenê Hilário, Alex Garcia, Leandrinho Barbosa, Rafael Bábby, Anderson Varejão, Marquinhos, Tiago Splitter, Fab Melo, Scott Machado, Vitor Faverani, Lucas Bebê, Bruno Caboclo, Marcelinho Huertas, Raulzinho e Cristiano Felício, o retrospecto não é muito favorável. Tirando Leandrinho, Varejão e Splitter que foram campeões, e Nenê que escreveu uma trajetória de mais de 15 anos, a maior parte como titular, nossos atletas não costumam ter facilidade para estabelecer vagas em suas equipes.

Atualmente, a liga conta somente com dois jogadores nascidos no Brasil: o esforçado armador, entretanto irregular, Raulzinho, e o eterno esquecido bancário Cristiano Felício, pivô “reserva da reserva” do Chicago Bulls. Apesar disso, Didi Louzada vem na contramão de ambos, pois além de chegar com uma enorme expectativa por parte dos norte-americanos e, é claro, de todo brasileiro amante de basquetebol, ele possui o que é necessário para dar certo na NBA: altura, força, velocidade, atletismo, defesa e o que define a atual liga, a bola de três pontos – este último sendo um aspecto que nada me agrada, mas é um assunto para outro texto.

16 Comentários

  1. Thais Castro
    26 de abril de 2021
    Responder

    Aeeee vizinho show sua matéria

    • Tiago Simon
      26 de abril de 2021
      Responder

      Obrigado, Thais! Espero que também goste dos próximos textos. Sempre que ler, deixe seus comentários para que eu possa fazer um trabalho cada vez melhor. Abraço!

  2. José Roberto Simon
    26 de abril de 2021
    Responder

    Nossa…parabéns sobrinho.. sucessos…quero ver vc brilhar cada vez mais…parabéns Tiago…e parabéns Ana e Beto…

    • Tiago Simon
      26 de abril de 2021
      Responder

      Meu muitíssimo obrigado, José Roberto Simon! Eles também agradecem pelas palavras de carinho e apoio.

    • KELLY NAZARE DA SILVA AMORIM
      27 de abril de 2021
      Responder

      Excelente reportagem!!!

      • Tiago Simon
        4 de maio de 2021
        Responder

        Obrigado, Kelly! Fico contente que tenha gostado.

  3. José Roberto Simon
    26 de abril de 2021
    Responder

    Nossa…parabéns sobrinho.. sucessos…quero ver vc brilhar cada vez mais…parabéns .e parabéns Ana e Beto…

  4. Ricardo
    26 de abril de 2021
    Responder

    Parabéns pela matéria

    • Tiago Simon
      26 de abril de 2021
      Responder

      Obrigado, Ricardo! Sempre nos acompanhe, pois toda semana eu trarei novos assuntos. Eu e o Expresso Urbano agradecemos sua participação!

  5. Lígia Miter
    26 de abril de 2021
    Responder

    Parabéns, Tiago!!!
    Excelente texto!
    “O céu é o limite.”

    • Tiago Simon
      26 de abril de 2021
      Responder

      Grato, Lígia Miter, por seu comentário! E ótima frase para um começo. Obrigado!

  6. Lígia Miter
    26 de abril de 2021
    Responder

    Parabéns, Tiago!!!
    Excelente texto! “O céu é o limite.”

  7. Matheus Quintana
    26 de abril de 2021
    Responder

    Parabéns, Tiago! Ótimo texto, didático e envolvente. Te admiro muito!

    • Tiago Simon
      27 de abril de 2021
      Responder

      Obrigado pelo comentário motivador e inspirador, Matheus! Se gostou deste, aguerde os próximos e continue acompanhando o Expresso Urbano. Grato!

  8. Renan
    30 de abril de 2021
    Responder

    Satisfação demais. Parabéns pelo ótimo trabalho.

    • Tiago Simon
      2 de maio de 2021
      Responder

      Obrigado, Renan! Continue acompanhando a coluna. Forte abraço!

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