Categoria de base não precisa de títulos

Nesta semana tivemos um Brasil x Argentina em duelo classificatório para a fase de grupos da Libertadores: Santos e San Lorenzo se enfrentaram na Argentina, com vitória santista por 3 a 1.

O que mais chamou a atenção no jogo foi Ângelo Gabriel. o atacante santista se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol pela Libertadores.

Ângelo nos mostra novamente como o Peixe é disparado, o maior revelador do Brasil. E por qual motivo seus rivais, com mais estrutura e na capital, não têm a mesma eficácia?

O Corinthians é o clube que possui mais títulos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, principal competição de categorias de base do país. Já o Palmeiras vem sendo o bicho papão de títulos nas competições de base nos últimos anos.

O São Paulo notoriamente é o melhor vendedor de jovens que temos visto: acompanhamos Luís Araújo, Militão, David Neres, Anthony, Brenner e tantos outros deixando o Morumbi por cifras extraordinárias.

Diante deste cenário me parece claro que a melhor estratégia, sem sombra de dúvidas, é a do Peixe.

As categorias de base do Santos não aparecem constantemente erguendo troféus nas manchetes como Corinthians e Palmeiras, tampouco vendem suas revelações no atacado como o tricolor.

O Santos bota para jogar!

Alegra o torcedor vencer uma Copinha em 25 de janeiro com o futebol profissional de férias. Conforta ler boas notícias financeiras sobre o clube, mas no final das contas o que interessa para o torcedor e para história do clube são títulos. Títulos vencidos pelo time principal.

De que adianta um time extremamente vencedor na base se nenhum menino resolve ao chegar no profissional? Vale a pena vender uma joia por milhões e contratar jogadores conhecidos que não resultam em títulos?

Certo está o Santos, que se entre 50 meninos meia boca tiver um aspirante a craque, este vai para o profissional ajudar onde realmente interessa.

Com o necessário suporte e deixando a responsabilidade para os mais cascudos, moleque bom tem que colocar em jogo. Enfileirar troféus na base ou ostentar valores uma transação com valores gigantes não deveria ser o objetivo dos clubes e nem dos jogadores recém-formados.