Brasil joga o esperado e avança em segundo na fase de grupos da AmericaCup


Foto: dilvulgação / FIBA

Entre os dias 11 e 14, a seleção brasileira de basquete feminino disputou a primeira fase da AmericaCup, terminando na segunda colocação, atrás apenas do Canadá. Dos quatros jogos em que o Brasil entrou em quadra, três resultaram em vitórias fáceis, com destaque à primeira, por 118 a 43, contra El Salvador – a maior pontuação da competição. A única derrota ocorreu na partida do dia 13, diante da seleção canadense, em um placar apertado (71 a 67), com constantes trocas de liderança.

O que ficou claro durante essa fase de grupos, foi uma seleção mais rápida, habilidosa e com gratas novidades. Como eu havia comentado anteriormente, em outro texto, a jovem pivô Kamilla Cardoso conseguiu manter uma ótima consistência ofensiva e defensiva no garrafão brasileiro, dando segurança e momentos de respiro à experiente titular da posição, Érika de Souza. Além de ser visível uma melhoria na rotação de bola e na seleção de arremessos.

Porém, nem tudo são flores. Nossas jogadoras continuam levemente nervosas em momentos decisivos, forçando algumas bolas cruciais que, com calma, resultariam em cestas fáceis ou melhor trabalhadas. É mais do que evidente a constante tentativa de alterar placares somente através de chutes de três pontos, podendo ser um erro de estratégia por parte de José Neto, ou excesso de ansiedade para alcançar a vitória. Ainda como ponto negativo, principalmente contra as canadenses, nossa seleção cometeu muitos erros de passes e arremessos, chegando a ficar 2 minutos sem pontuar – o que, para os padrões do basquete, é muito tempo.

Agora, nas quartas de final, pegamos a inconsistente Venezuela, que passou no grupo B na terceira colocação, abaixo de Porto Rico e dos Estados Unidos – seleção favorita ao título, ao lado do Canadá. Depois de destruir El Salvador, ganhar sem dificuldades de Colômbia (79 a 56) e Ilhas Virgens (77 a 56), e jogar de igual para igual frente as canadenses, o que se espera do Brasil é nada mais do que uma partida bem administrada, com uma vantagem confortável no placar, culminando em mais uma conquista, levando-nos às semifinais.

E, como palpite particular, após acertar as posições da fase de grupos e que perderíamos somente contra o Canadá, quarta melhor equipe do mundo, aposto que o Brasil ganha da Venezuela e termina a AmericaCup em terceiro lugar, em uma disputa diante das donas da casa, Porto Rico, após perder o jogo da semi. Sendo assim, prevejo uma final entre Canadá e Estados Unidos.

Contudo, como bom brasileiro e amante do esporte, torço para estar totalmente equivocado, e que nossas jogadoras carreguem o verde e amarelo ao lugar mais alto do pódio. Pois, potencial, qualificação técnica e material humano, nós temos de sobra. Só é preciso ter paciência, frieza, uma defesa forte e evitar os erros no ataque.

Comentários

Escreva seu comentário no campo abaixo

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *